Pesquisar este blog

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Dúvidas

Pois quando se ama, que desassossego
Bem me quer, mal me quer? O que pensará?
Um mirim de silêncio pra três de desejo
E ver se achegando o nocivo será.

O peito do amante se assembra a um preá
Que rói as beiradas de fome e de medo
Selvagem, ciumoso, arisco a espreitar
Na noite, embrenhado, quem lhe dá receio.

Se busca imprudente um sinal do amante
É escravo perdido em tumultos e falhas
Afunda-se - tolo - em conceitos errantes

E brinda ao menor sinal de lealdade.
Atrás do que dói o que encontra pujante
É a sentença cruel de viver de migalhas.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sua opinião me interessa. Comente!