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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Sobre o sexo

Não é uma questão de dar. É bem mais complexo que isso.
Nada a ver com virgindade, relação de poder, comparação de status; nada com imagem ou seja lá o que mais se passa na cabecinha das pessoas.
Sexo é - ou pelo menos deve ser, de acordo com a minha humilde e dispensável opinião - um encontro de você consigo mesmo. Id com Ego.
Se vai ser uma conversa franca, uma troca de acusações ou uma relação de paz, alegria e tranquilidade, quem vai definir são (i) o sentimento que você tem pela pessoa com quem está; (ii) a tentativa (ou não) de aproximação da atitude consumada pelos personagens com os princípios que traçam o seu caráter. Ninguém mais tem nada que opinar.
O ato sexual - e aí cabe a cada um demarcar o significado do termo para si - não existe para ser alvo de comentários e julgamentos alheios ao casal (e variações). Os seres humanos, mesmo que muitas vezes não se utilizem dele, possuem o dom de reconhecer e, a partir daí, satisfazer suas necessidades físicas, psicológicas e afetivas.
Qual é o problema da humanidade no que diz respeito à "satisfação de vontades"? E ainda, realizar os desejos de outra pessoa também?! Contanto que não traga prejuízos diretos aos semelhantes (afinal todas as pessoas são iguais em importância), é propagação de paz e amor, apenas. Tá, que seja sacanagem, mas continua sendo paz. E ainda assim os olhos do preconceito, totalmente hipócritas (típico) fingem não ser tão perversos (talvez sejam piores) quanto os pagãos. E dá-lhe pedrada.
Mas voltando aos caprichos. É importante ressaltar, mais uma vez, que não circulo aqui apenas aqueles que se manifestam através do corpo e sim, da mesma forma, os da alma. Anseios e dúvidas que, quando trabalhado com ponderação, o sexo dissolve. A intimidade crua que ele proporciona define as relações. Seja para bem, seja para mal, seja para a continuação. Conhecer a si mesmo, conhecer a realidade que lhe cerca; eis o resumo do progresso.
E sempre haverão os céticos, os realistas e os conservadores a tentar privar-nos da beleza que é viver a vida em partes, em dias!, e não como um todo.
Deixar de agir hoje por medo do que acontecerá amanhã é característica de quem tem experiência de vida. (In)felizmente eu sou apenas mais uma que não sabe nada da vida. E sabe que me conforta saber que, quando eu souber alguma coisa, ainda assim não esquecerei da intensidade em que vivi na ignorância? E se o resultado disso é para mim, e mais ninguém, então que seja a mim, e a mais ninguém, que eu convença.
Cada indivíduo tem na manga a carta de ser o único a poder ver sua vida como um todo, enquanto os outros vêem apenas atitudes isoladas. Poucos, no entanto, usam-na.

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